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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dia 85: 2015 - Encruzilhadas (Djambê)


O Disco de Hoje é pedrada musical vinda lá de BH. A banda Djambê tem uma década de estrada, e apresenta uma belíssima obra em no último trabalho: "Encruzilhadas" "A pulsação das influências musicais africanas somadas à energia do rock constroem o novo som apresentado pela banda, que o definiu como rock-macumba". Eu vi alguma influência do manguebeat em algumas músicas, e só agora, escrevendo este post, me surpreendi sabendo que a banda vem lá terrinha. Destaque para as letras bem construídas, de conscientização, protesto, para "inspirar a revolução interna". 

Eu começaria ouvindo "Trovão", que já começa com um peso que me traz de leve alguma coisa que eu já ouvi mas não identifiquei, talvez um riff de alguma do Sepultura (se você conseguir identificar, ficarei feliz em ser avisado). Nesta, adorei e metáfora do líquido e da garrafa:
"E não adianta nem
tentar me rotular
pois eu sou o líquido
e não sou a garrafa
Mergulhe prá ver melhor"
"Que igualdade é essa?" é excelente, cheia de transições e passagens em ritmos diferentes, forte influência e percursão africana, com a guitarra do rock, mostrando de forma genial algumas das nossas contradições ideológicas. Várias outras merecem destaque, como "Cativeiro" e "Reflexo".

"#EuNãoMereço" tem que ser postada aqui a letra inteira, para ver se entra de vez na cabeça dos machos alpha, que insistem em continuar existindo em pleno futuro.
Quem te deu esse direito de falar assim comigo?
Quem você pensa que é pra tentar se aproximar?
Eu não lhe conheço, nem quero saber 
O que você pensa a meu respeito, não precisa me contar
Guarde pra você todas as palavras
Os olhares, a malícia que só enxerga quem quer ver 
Meu jeito de andar, a minha saia
Minha blusa decotada não são convites pra você
Minha liberdade vai além do seu desejo
Eu não sou boneca programada pra te dar prazer 
Olha no meu olho, vê se mostra algum respeito
Eu sou minha, escolho comigo quem vai
Meu corpo, minhas regras, nada mais!
Demorei muito pra dizer
Curte aí esse show em excelente qualidade, lindo, na comunidade do Açude, na Serra do Cipó.
Ou baixe O Disco de Hoje gratuitamente no site oficial da banda (http://www.djambe.com.br/).

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Dia 82: 2014 - Leveza (A fase Rosa)

O disco de hoje fui conhecer ao escutar a rádio Farm. Com som moderninho, mas sem deixar de lado o apreço por suas letras e a comunicação das sensações comuns. Transpassam o ar praiano através do olhar musical dos mineiros de BH.

De primeiro momento me lembrou o timbre vocal de Fruet e os Cozinheiros, mas descobri neles algo mais tropical que achei bacana em compartilhar por aqui.

Têm som descontraído e ao mesmo tempo um comprometimento com a musicalidade brasileira, em suas ritmicas abrangentes, com sambinhas, dubs, carimbós e xotes moderninhos.

O disco Leveza é o segundo trabalho do grupo, que parece ter refinado um pouco a forma de comunicar a música de forma "leve" como o álbum se propõe.

Espero que gostem também!

Escuta no Tubiu's, ou baixe Aqui: http://www.afaserosa.com.br/




sábado, 4 de julho de 2015

Dia 81: 1986 - Titane (Titane)


O Disco de Hoje faz parte da minha formação, da minha infância. Esta belezura é o primeiro disco da Titane, mineira com mais de 30 anos de carreira, e 8 álbuns. Este disco tem raízes fortes de minas. Tem congado, tem Uakti, tem músicas de diversos compositores da época, grande parte inéditas na época. Sua voz é poderosa e os arranjos ricos.

"Canção da Lua Nova", de Rubinho do Vale abre o disco com o coração.
Vou cantar pra não morrer e nem pra viver em vão
Cada espinho que se colhe vai ser flor de outra canção
A razão de resistir é ser a rosa da roseira
Cada espinho do caminho não é cova traiçoeira
Água clara lua nova renovando a vida inteira

"Brasil Século V - Toré" tem as percursões e flautas maravilhosas do Uakti. Termina com psicodelia em um jogo de palavras com nomes de tribos indígenas.

"Giramundo Tremedá" é animada e divertidíssima: 
"Afasta seus cabelos morena ai meu amor, afasta sua boca da minha boca por favor..."
Certamente você não conhece a Titane. O Disco de Hoje te dá esta oportunidade. Dá uma olhada aí no tube, ou adquira já O Disco de Hoje.


terça-feira, 24 de março de 2015

Dia 64: Piacó (Iconili)



O Disco de Hoje é frenesi musical de alta qualidade. Como eu adoro conhecer música nova! Segundo a própria banda, "Iconili é uma banda do hemisfério Sul formada por 11 integrantes. Em seu som instrumental traz uma mistura peculiar de timbres imersos em atmosfera de transe."

Conheci a banda agora, tardiamente, já em seu segundo album. "Piacó" conseguiu me remeter em um só disco um montão de coisas que eu gosto: Fella Kuti, Pink Floyd, James Brown, Miles Davis, Santana e Hermeto Pascoal. Tudo isso temperado com uma brasilidade palpável. Destaque para a música que dá nome ao disco, onde podemos sentir um transe.

Além de todas essas qualidades, ainda são Mineiros. O gente boa de música esses mineiros...

Música para festa, esportes ou aquela faxina da casa e da alma!

Pode-se ouvir no SoundCloud ou baixar oficialmente O Disco de Hoje. Segundo a própria banda, abaixe e compartilhe à vontade.

Para aqueles que querem só um gostinho (não deste album), aí vai no Tubius.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dia 50: 2014 - Cavalo Motor (Makely Ka)


Com a mineiridade aflorada, o Disco de Ontem me apresentou O Disco de Hoje. Portanto, conheço Makely Ka há menos de 48 horas, e gostei muito. Para começar, ele é Mineiro, mas nascido no Piauí. Em segundo lugar, ciclista e cicloturista, pedalou 1600, percorrendo o trajeto de Riobaldo Tatarano em Grandes Sertões, para fazer este disco. Mineiro e ciclista, só pode ser coisa boa! No seu currículo, temos músicas gravadas por vários artistas, entre eles Alda Rezende, Titane, Ná Ozzetti, Estrela Leminsky, entre outros.

O disco é bom do começo ao fim. Me chamou a atenção principalmente "Da Idade da Terra", com sua percursão de marimbas de porcelana e de vidro, berimbau, caixa, violas, cuidadosamente arranjados, com poesia profunda e cheia de metáforas de mitologia grega. As cidades percorridas estão em "Itinerário Tatarama". "Roda da Fortuna", banjos e trombones, também arrepia o corpo inteiro.

O Disco de Hoje acaba de sair do forno e pode ser baixado gratuitamente (com cadastro) no site do músico, poeta, filósofo e ciclista. Abaixo o vídeo da produção do disco, bem bonito, mostrando lindas imagens dos sertões de Minas, interface do cerrado com a caatinga.

sábado, 2 de agosto de 2014

Dia 49: 2001 - Samba Solto (Alda Rezende)


O Disco de Hoje me leva para uma década atrás, quando eu recebi aqui no extremo sul do Brasil, por Correios, uma caixa cheinha de mineiridades. Entre muffins, queijo, pequenas amostras de cachaça, e palheiros Piracanjuba, veio dois CDs gravados, com lindas capas artesanais carinhosamente confeccionadas pela amiga que me enviou estas doces lembranças. Um deles era o "Samba Solto", da mineiríssima Alda Rezende.

Disco bem arranjado, lindo, tranquilo e gostoso de ouvir. "Insistência", do John Ulhoa (Pato Fu), tem um tem um montão de sonzinhos, uma percursão bem tocada, uma letra profunda. "O Cego" e "Menina dos Olhos D'água" chamam atenção pelo arranjo e beleza do cantar, com uma criativa percursão em água e participação da Ná Ozetti e Sérgio Pererê em "Menina".

Dá uma degustada aí no youtube ou agregue valor à sua discoteca baixando O Disco de Hoje.

domingo, 18 de maio de 2014

Dia 19: 1976 - Geraes (Milton Nascimento)


Eu não estava querendo repetir artistas neste início do Disco de Hoje. Acontece que minha parceira colocou este disco do Milton Nascimento para tocar ontem, e daí não tive escolha, não havia como Geraes não ser o Disco de Hoje. Rasga do começo ao fim.

É curioso porque é um dos poucos álbuns do Miltão que não tem a maioria das músicas de sua composição. Temos composições de Nelson Ângelo, Tavinho Moura, Violeta Parra, Chico Buarque, Nelson Arraya, Ronaldo Bastos, Fernando Brant.

"Fazenda" é o retrato do interior de Minas Gerais (lembro da fazenda em Santa Isabel), com "água de beber, bica no quintal, sede de viver tudo, (...) e a meninada respirava vento até vir a noite e os velhos falavam coisas desta vida, (...) tios na varanda, jipe na estrada e o coração lá". "Volver a Los 17", na voz de Mercedes Sosa arrepia sempre, por sua letra e o arranjo vocal com o Miltão. "Menino" é psicodelia pura, aumentando gradualmente sua força, sua poesia, seu tom e seu ritmo, até se tornar insuportável e o Miltão fazer o que o ouvinte quer fazer, que é gritar e gritar e gritar.

"O Que Será (À Flor da Pele)", do e com Chico Buarque, tem neste álbum sua versão mais bonita e profunda. E voltamos ao interior de Minas com "Carro de Boi". "Caldera" é instrumental (até a voz é instrumental), muito indígena, com um toque flamenco, linda e empolgante, com seus solos de flauta andina. Ainda tem "Promessas de Sol", desta vez com sua letra cortante, "você me quer forte, e eu não sou forte mais (...)". "Lua Girou" é linda demais, "eu bem queria fazer um travesseiro dos seus braços", violão, percursão e as múltiplas vozes do Milton. Ainda tem a super alegre "Circo Marimbondo" que faz um contraste com a tristeza de "Minas Gerais".

E ouvindo, me lembrei de um papo com ilustres músicos e artistas de Belo Horizonte, que adoravam com todas as forças Dorival Caymmi (nada contra) e afirmavam que já não aguentavam o Milton por causa da repetição dos seus temas: carro de boi, estradas empoeiradas, fazenda, mineiridade. Só hoje percebo quanta bobagem, não tem como esgotar a mineiridade.

É um disco de ouvir do começo ao fim. Ouve aí no tubiu ou abaixe completo.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Dia 9: 2011 - Defenestra (Pequena Morte)


O Disco de Hoje eu ouvi em homenagem ao meu grande amigo, Zito Franco, que está de aniversário de hoje (vocalista, guitarrista e compositor). Ouvido, eleito o Disco de Hoje, por sua beleza, leveza, qualidade e alto astral.

Pequena Morte existe desde 2008 e tem um estilo muito próprio de ska, segundo eles mesmos, "abrasileirado, autoral e pouco ortodoxo". O álbum "Defenestra" conquista logo na primeira audição os arranjos limpos de guitarras, trombone, bateria, baixo e percursão. Música para pedalar, "gastar as solas do sapato", namorar ou simplesmente relaxar. Remédio infalível para a depressão de segunda-feira. Experimente colocar uma criança de menos de 4 anos para ouvir e veja o que o disco faz com ela, vai começar a pular e dançar alucinadamente.

Vale comentar a "presença de palco" dos caras, a sintonia com o público que faz com que ninguém fique parado em seus shows. Contagiante. Em Belo Horizonte, show do Pequena Morte é a certeza de uma noite festiva, gente bonita e boas vibrações.

Do Disco de Hoje, gosto de todas as faixas. Acho belíssima a "Xamorrê", bem tranquilinha e gosto muito de "C.V." que muito bem arranjada, linda poesia, com transições entre um sambinha bem gostoso e um ska animado. "Bom" também me chama a atenção, com seu pandeiro bem tocado, impossível não dançar. 

O disco completo pode ser baixado gratuitamente no site da banda: http://pequenamorte.tnb.art.br/

Degusta abaixo o videoclipe muito bacana de "Bom".


domingo, 27 de abril de 2014

Dia 7: 2010 - 4 Loas (Marku Ribas)


O Disco de Hoje vem de Minas, porque é bão dimais e já faz um tempão (quase 6 dias) que eu não coloco aqui um disco da terrinha. Apesar de você provavelmente não conhecer, o Marku Ribas tem uma longa trajetória, com seu primeiro disco por volta de 1973 e gravações com grandes nomes como Mick Jagger, Chico Buarque, Arnaldo Antunes, Tim Maia e muitos outros. Ele já apareceu aqui no Disco do Dia 4.

Me lembro de um show que fui dele em um comício do Lula, em 1989, nos saudosos tempos em que os músicos não eram contratados para shows em comícios, e sim tocavam por acreditar na causa (nos saudosos tempos que partidos tinham "causa"). Se eu não me engano, ele inclusive ficou lá em casa.

Para mim, 4 Loas, que é seu último álbum, é sua obra-prima. Como definir este disco? Samba rock? Jazz? Reggae? Na verdade acho que a melhor definição é black music. Negro, de corpo, alma e som, nunca se limitou ao enquadramento dos estilos musicais. Voz poderosa e marcante, ótimo compositor, com influências do rock, samba, ritmos africanos, soul, congado e um montão de outras coisas. Morreu em 2013 sem grande reconhecimento, quase anônimo fora do círculo musical de Minas Gerais.

O disco é excelente, do começo ao fim, vibrante, empolgante e dançante. "Altas Horas" é uma mistura de samba e bossa, muito prá cima, guitarras limpas e lindas, sopros, do bom e do melhor. "Bervely Help" é rock'n'roll todo quebrado. Um dos pontos altos do disco é "O Mar Não Tem Cabelo", com um baixo marcante, bateria, sopros, guitarras integradas em ritmo que vem da alma com uma letra muito legal:"eu sei que é duro amar alguém que não ama você, pior ainda é não ter mais um amor prá se esquecer". Duvido que você escute sem se balançar.

Este eu não encontrei completo no youtube, mas dá uma degustada aí em uma música. Tenho certeza de que você leitor é espertinho o bastante para encontrar o disco completo para abaixar, quem sabe aqui?


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dia 0: 2009 - Graveola e o Lixo Polifônico (Graveola)




O disco de hoje não é de hoje. Na verdade foi o disco de ontem (domingo ensolarado, cuidando do jardim), mas como só hoje eu decidi dedicar alguns minutos da minha vida a este blog, decidi não deixar de postar. Até porque já indiquei o Graveola a tantos amigos, que acho que eles tinham que aparecer aqui logo. Então vamos para mais um grupo mineiro.

Conheci o Graveola há uns 3 anos, não me lembro como nem porque. Só lembro que não foi indicação de nenhum amigo. Talvez em uma destas fases de busca desesperada por música brasileira boa e nova, parecida com a que estou passando agora.

Este é o primeiro disco da banda. Logo após baixar do site oficial (http://graveola.com.br/home/), antes de começar a ouvir, você vai provavelmente se assustar com o "gênero" atribuído a cada música, mostrado pelo seu programa de áudio: tem tango, rock, infantil, jazz, bolero, blues rock, balada e world music. Atualmente, com tanta mistura, penso que o enquadramento de música em gêneros é completamente dispensável. Mas, neste disco, a classificação está bem interessante, provavelmente feita pelo Graveola mesmo.

Já na primeira faixa do álbum ("Outro modo"), a voz de um dos vocalistas (José Luis Braga, o da voz mais grave) me cativa e enche de curiosidade, pois sempre tive a nítida impressão de ser uma voz conhecida de outra banda, mas ainda não consegui identificar qual.

E com poesia, múltiplos instrumentos, pedaços confundidos de outras músicas e contradições eles seguem surpreendendo, música após música. "Supra Sonho" é um sambinha muito alegre que contradiz a letra triste triste. "Amaciar dureza" é de arrepiar, letra e música. Parece que faz referência a uma música dos Secos e Molhados: "por onde passou, sentiu o seu destino/ despedaçado/ atado, vidrado, trincado, cortado/ seus vícios, seus mortos, seus caminhos tortos/ na vida, amaciar dureza/ na vida amaciar..."

"Dois lados da canção" parece brincar com Roberto Carlos ("quando eu ouço a canção/ que eu fiz prá você") e com Os Mutantes ("eu juro que é melhor/ enfim") e, com certeza, com outras canções que eu ainda não identifiquei.

Depois temos quatro músicas que parecem brincadeira, com direito a um bolero ("Benzinho"), uma releitura do pagode horroroso da barata da vizinha. E para terminar o disco, fizeram a maravilhosa  música de altos e baixos, com um espetacular solo de sax: "Cidade".

Aí vai uma degustação!



Dia 1: 1972 - Clube da Esquina (Milton Nascimento e Lô Borges)


O disco de hoje foi fácil escolher, pois foi o primeiro que ouvi, 2 LPs na vitrola enquanto preparava o café da manhã, e único até esta postagem. Mas de qualquer forma, seria o disco escolhido, pois faz parte da minha trajetória, da formação da minha "mineridade", da minha alma.

Não me lembro quando ouvi pela primeira vez. A impressão que dá é que algumas músicas dele estão impressas na minha memória desde sempre, e acredito que em grande parte dos mineiros da minha geração.

Apesar do disco ser atribuído ao Milton e Lô Borges, na verdade o album foi um "juntamento" de um monte de mineiros (irmãos Borges, Fernando Brant, Flávio Venturini, Wagner Tiso, Toninho Horta e vários outros) em uma época de efervescência musical de Minas, com uma forte influência do rock que chegava da Inglaterra. Resultou numa estranheza linda, com diversos compositores e músicas muito diferentes umas das outras.

O interessante é que eu demorei a escutar a obra completa. Conhecia a maior parte das músicas, de coletâneas do Milton Nascimento ou rádio. Mas tive uma bela surpresa quando escutei do começo ao fim pela primeira vez. O album duplo tem de tudo. Rock'n roll em "Tudo que você podia ser", "Nada será como antes" e o finalzinho de "Um girassol da cor do seu cabelo" (queria que a levada rock desta música continuasse por mais alguns minutos). Tem um samba de rasgar o coração em "Me deixa em paz", e as populares "Trem Azul" e "Paisagem da Janela" e a lindíssima "Clube da esquina n° 2" em uma versão ainda sem letra. O grupo é tão misturado que, segundo os sabichões da Wikipedia, está enquadrado em Música experimental, Jazz Fusion, Psych Folk e Rock Progressivo.

Me impressiona a modernidade do disco, que já completou seus 40 anos.

Figura entre os 10 primeiros em qualquer lista respeitável dos melhores discos brasileiros. Tem que ouvir de cabo a rabo!