Mostrando postagens com marcador 1972. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1972. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dia 67: 1972 - Return to Forever (Chick Corea)


O Disco de Hoje é um dos melhores albuns de jazz de todos os tempos. E veja bem que já ouvi muitos e sou completamente apaixonado por Miles Davis. Atenção ao time: Chick Corea (pianos/fender), Stanley Clarke (baixo), Joe Farrel (sax e flautas) e meu casal musical favorito, Airto Moreira (bateria) e Flora Purim (vocal). A fusão desta moçada na efervescência psicodélica do começo dos anos 70 é de lavar e purificar a alma...

Ontem não acreditei quando notei que este ainda não tinha aparecido aqui no Disco de Hoje. Tinha certeza de que já havia colocado, mas quando fui indicá-lo para um amigo, não estava aqui... Houve uma divergência entre intenção e gesto...

Esta é a primeira formação da banda Return to Forever (RTF), que depois manteve o núcleo do Corea e Clarke, com a passagem de Al di Meola, Lenny White, Bill Connors e Jean Luc Ponty. Estes você não vai encontrar aqui no Disco de Hoje, mas pode dar uma olhada na timeline do Chick Corea.

O que dizer deste álbum maravilhoso? Apenas 4 músicas, sequenciais, indispensável ouvir do começo ao fim, ou corre o risco de perder o contexto. O ápice acontece na última música, que junta Sometime Ago e La Fiesta, que não consigo descrever além de uma explosão de sentidos. Ainda me arrepio em todas as vezes que escuto.

Ouça aí no tubios, ou veja o Chick tocando La Fiesta, infelizmente sem o Airto e a Flora, mas não deixe de adquirir O Disco de Hoje.



terça-feira, 24 de junho de 2014

Dia 34: 1972 - Transa (Caetano Veloso)

É o disco de MPB mais rock n` roll de todos. Foi a frase do baixista do Festim Circense, meu amigo Alan Delay, ao ser apresentado a essa obra prima!

Caetano, durante seu exílio em Londres, aproveitou para pinçar as referências do rock e colocar rebeldia no seu saudosismo.
Em 1972 o disco foi lançado no Brasil, com um encarte muito doido, preto com vermelho e cheio de abas... Lembro de escutar esse disco a toda hora na casaberta, um sebo de Itajaí que trabalhei por bons anos quando muleque.

O disco é todo arranjado por Jards Macalé e mais uma galera, que deixam a psicodelia e o tom progressivo bastante evidente nas referências Brasil principalmente às da Bahia. As linhas de Baixo são geniais.

O disco começa com You don't know me, depois Nine Out of Ten, com um reggae-rock progressivo do começo ao fim. Depois segue para Triste Bahia, que vira uma quebradeira só. It's a long Way, Mora na Filosofia que foi composta por Monsueto Menezes e Arnaldo Passos) segue para Neolithic Man e termina com Nostalgia, onde a frase ressoa: "That's What Rock'n Roll Is All About".

escuta aí! ou adicione à coleção.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dia 25: 1972 - Quando o Carnaval Chegar (Chico Buarque)


Voltando à santíssima trindade, o Disco de Hoje é do grande filho Chico Buarque. Falar o que deste cara: poeta, cantor, compositor, músico, escritor, diretor de cinema e teatro, grande e lindo homem. Escolhi o disco que é trilha sonora do filme musical de Cacá Diegues: "Quando o Carnaval Chegar", um dos meus preferidos da sua vasta discografia (mais de 40 albuns de estúdio).

Começa com a excelente "Mambembe" em linda versão instrumental, prá cima, dançante. "Baioque", cantada pela Betânia é uma mistura de xote, baião e rock'n'roll, com sua poesia contraditória. "Caçada" descreve uma luta ferrenha, provavelmente na cama. "Quando o carnaval chegar" reflete a mentalidade brasileira, que sofre o ano inteiro, mas se esbalda nos 4 dias do carnaval, uma belezura de música. "Partido Alto", com MPB4 é um sambão clássico e malandro: "Deus me deu mãos de veludo pra fazer carícia,Deus me deu muitas saudades e muita preguiça,Deus me deu pernas compridas e muita malícia, Pra correr atrás de bola e fugir da polícia." E ainda tem "Bom Conselho" e a marchinha irônica "Formosa".

Aí vai o musical completo no tubius. Para abaixar o MP3, podes usar este link.