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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dia 67: 1972 - Return to Forever (Chick Corea)


O Disco de Hoje é um dos melhores albuns de jazz de todos os tempos. E veja bem que já ouvi muitos e sou completamente apaixonado por Miles Davis. Atenção ao time: Chick Corea (pianos/fender), Stanley Clarke (baixo), Joe Farrel (sax e flautas) e meu casal musical favorito, Airto Moreira (bateria) e Flora Purim (vocal). A fusão desta moçada na efervescência psicodélica do começo dos anos 70 é de lavar e purificar a alma...

Ontem não acreditei quando notei que este ainda não tinha aparecido aqui no Disco de Hoje. Tinha certeza de que já havia colocado, mas quando fui indicá-lo para um amigo, não estava aqui... Houve uma divergência entre intenção e gesto...

Esta é a primeira formação da banda Return to Forever (RTF), que depois manteve o núcleo do Corea e Clarke, com a passagem de Al di Meola, Lenny White, Bill Connors e Jean Luc Ponty. Estes você não vai encontrar aqui no Disco de Hoje, mas pode dar uma olhada na timeline do Chick Corea.

O que dizer deste álbum maravilhoso? Apenas 4 músicas, sequenciais, indispensável ouvir do começo ao fim, ou corre o risco de perder o contexto. O ápice acontece na última música, que junta Sometime Ago e La Fiesta, que não consigo descrever além de uma explosão de sentidos. Ainda me arrepio em todas as vezes que escuto.

Ouça aí no tubios, ou veja o Chick tocando La Fiesta, infelizmente sem o Airto e a Flora, mas não deixe de adquirir O Disco de Hoje.



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dia 10: 1973 - Jacarandá (Luiz Bonfá)


O Disco de Hoje foi difícil escolher. Em homenagem ao Dia Internacional do Jazz, estou ouvindo  alguns álbuns brasileiros deste estilo desde de manhã. Já passei por Airto Moreira, Os Cobras, uma excelente coletânia chamada Bossa Jazz, Hermeto Pascoal e Eumir Deodato.

Mas daí, re-ouvi o excelente violonista Luiz Bonfá, e "Jacarandá" virou O Disco de Hoje. Para começar, todos os arranjos foram orquestrados pelo genial Eumir Deodato (que certamente aparecerá aqui em um outro dia). Conta com percurssão de Airto Moreira e baixo de ninguém menos que Stanley Clarke.

O disco já começa com a pauleira das congas, percursão e bateria ensandecidas em "Apache", uma sonzera. "Empty Room" tem a força do baixo inconfundível do Clarke, junto com o violão limpo, sonoro e cheio de "groove" do Bonfá, característico de todas as faixas do disco. "Song Thoughts", que seria ótima trilha para uma cena de perseguição em algum filme. A música que dá nome ao disco ("Jacarandá") é uma obra prima, bela e suave. E para terminar o Disco de Hoje, "Sun Flower" também é demais.

Tem que ouvir esta sonzera do começo ao fim, talvez aqui. Dá para degustar "Apache Talk" aí no iutubius.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia 2: 1972 - Free (Airto Moreira)


Fazia bastante tempo que eu não escutava o Airto Moreira. Hoje eu coloquei no meu player no randômico e eis que a primeira música que toca é a "Return to forever", deste disco. Não tive opção, tive que tirar do randômico para ouvir o disco todo e fazer com este fosse O Disco de Hoje.

O Airto é um monstro e já tocou com muitos dos grandes gênios da música: Miles Davis ("Bitches Brew" e "Ilha de Wight") , Santana ("Borboleta"), Chick Corea e Stanley Clarke ("Return do Forever"), Hermeto Pascoal (no seu primeiro disco, o "Quarteto Novo"), entre outros. 

O percursionista é marido da Flora Purim, uma das grandes vozes do jazz. Se mudaram para os EUA em 1960 e o fato é que ninguém conhece o Airto e a Flora no Brasil, apesar de agora terem estragado uma de suas músicas para a usarem na Copa do Mundo.

Este disco é especial, começando pelos participantes: Flora (vocal) , Chick Corea (piano), Joe Farrel (sax), Keith Jarret (piano), Stanley Clarke (baixo), entre outros cabeções da música.

A primeira música é  uma pequena amostra (10 minutos de música) da épica "Return to Forever", que vale a pena escutar posteriormente na sua versão original e no contexto do disco "Return to Forever" do grupo homônimo, também de 1972. Depois temos "Flora Song", bem calminha, com berimbaus, muita percursão, flautas, sax... A música que da nome ao disco "Free" é bem difícil de gostar, tem que ouvir várias vezes, acostumar os ouvidos... É só percursão, um baixo de leve, e a boca do Airto, que é um instrumento de percursão único. As últimas três músicas do album do tipo jazz alegrinho, sempre com uma levada bem brasileira e cheia de percursão.

Provavelmente este não é o melhor disco para ser apresentado ao Airto, existem outros mais cativantes.
Mas é este O Disco de Hoje.