Uma seleção cuidadosa dentro da aleatoriedade cuidadosamente direcionada dos discos que eu ouço. E sinto.
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domingo, 10 de janeiro de 2016
Dia 86: Paraíso da Miragem (Russo Passapusso)
O Disco de Hoje deve começar a ser degustado pela capa e contracapa (um forte motivo para eu ter aduirido o LP). Multicolorida, bonita, complementares: os nomes das músicas na contracapa são ilustrados na mesma posição da capa, muito bacana.
Russo Passapusso tem mais de uma década de carreira (Baiana System, Bemba Trio) e este é o seu primeiro trabalho solo. "Paraíso da Miragem" é uma ótima forma de começar a se acostumar com o Russo, mas é bem diferente dos seus outros trabalhos.
Anelis Assumpção deixa sua marca na maravilhosa e dolorosa "Sem Sol", e o álbum ainda tem participação de BNegão, Edgar Scandura e Marcelo Jeneci, com o toque infalível do Curumin como produtor. Impressionante como a cena musical do Brasil tem contado com várias combinações de alguns elementos-chave...
A minha preferida é "Sangue do Brasil", mas na verdade ela parece se encaixar perfeitamente com a anterior ("Areia") e a próxima ("Relógio"). Na verdade, é um álbum para se ouvir do começo ao fim, de preferência com alguns repeats...
Curte aí uma excelente versão de "Relógio" no tubius, rodeado de feras (Saulo Duarte, Curumin, José Nigro), compre o LP ou abaixe O Disco de Hoje.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Dia 52: 2010 - Calavera (Guizado)
O Disco de Hoje é do trompetista Guilherme "Guizado" Mendonça, que junta eletrônico, jazz, batuques, manguebeat e rock neste genial trabalho. Alguns percebem claramente uma influência do Miles Davis em Bitches Brew (guardadas as devidas proporções), trompete gritando com eletrônico e rock, mas com a improvisação do jazz. Mas de fato o cara é muito bom. Seu trompete está presente nos últimos trabalhos do Nação Zumbi, Céu, Elza Soares, Maquinado, Curumim, entre outros. Mas nos seus discos solos que ele consegue se soltar e mostrar a que veio. "Calavera" tá bom de mais, bem arranjado, bem acompanhado.
Certamente, você não vai gostar na primeira ouvida. Estranho, desfocado, um tanto barulhento, perturbador. Ouça de novo, com mais carinho, com mais atenção. Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta.
"Girando" tem diversas transições, parece um monte de músicas fundidas, sobre uma letra onírica e bateria frenética. "Vendaval" já é mais suave, gostosa de ouvir, relaxante. "Asfalto Quente" e "Mais Além" já têm mais percursão e um estilo mais próximo dos novos trabalhos do Nação Zumbi. A música que dá nome ao disco, "Calavera" está realmente genial. "Maya" lembra não o Bitches Brew, mas o "Tributo to Jack Johnson".
Um gostinho de "Mais além", uma das minhas preferidas, no tubius ou adquira já O Disco de Hoje.
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