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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Dia 88: 2013 - Desaguou (André Sampaio & os AfroMandinga)



Passaram alguns meses desde que fui apresentado ao excelente Disco de Hoje. Segundo o site oficial, no álbum “Desaguou”, André Sampaio & Os AfroMandinga apresentam um encontro entre Rio de Janeiro, Mali, Burkina Faso, Lisboa, Moçambique e Olinda.

André Sampaio era o guitarrista da excelente banda de reggae brasileiro Ponto de Equilíbrio. Saiu da banda, andou viajando pela África Ocidental, juntando experiências e material para este disco.

Na primeira música, já diz ao que veio, com o soul suingado de "O que fazer?". A lindíssima "Desaguou" conta com a guitarra africana do Vieux Farka Touré, de Mali. Solos suaves de guitarra complementam a beleza da letra:
Olha a vida é como um rio, quando vê já desaguou
Nascemos água, morremos terra, assim dizia o avô
Na outra margem tão longíqua, eu encontrei quem sou
Tem uma versão da maravilhosa "Juízo Final", de Nelson Cavaquinho, eternizada por Clara Nunes, bem como a Zumbi, do Jorge Ben, com BNegão e um monte de gente boa.

Para o meu regozijo, temos até um belíssimo afrobeat em "Zimbawenin". Uma das minhas preferidas é "Rainha", que me fez pensar que nossas paixões, assim como nossas dores, são sempre maiores do que a dos outros.

Todos vocês guardam no peito
No peito uma paixão
Mas paixão igual a minha
Essa não existe não, não não
Tempo que não volta mais
Tempo bom, ah tempo bom
De que adianta olhar pra trás?
Tempo bom, ah tempo bom
Visite o site oficial, compre o disco, dá uma escutada ali no tubio, abaixe já O Disco de Hoje ou ouça no ixpótifai. Lembrando que todos os discos que já passaram por aqui estão em uma playlist do spotify, boa para botar no randômico (que nunca realmente o é) e descobrir boa música.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dia 66: 1967 - Vinicius (Vinicius de Moraes)


O Disco de Hoje é impróprio para menores de 16 anos.

Ouvindo a maravilhosa Céu com o lendário Herbie Hancock tocando "Tempo de Amor" me lembrei que fazia tempo que não ouvia o grande poeta Vinicius de Moraes. O Disco de Hoje contém algumas clássicas do "poetinha" e é uma compilação de algumas gravações.

Revendo e repensando, vejo que o Vinicius que foi um dos grandes responsáveis pela minha (de)formação amorosa/afetiva. Aos 13 anos de idade, devorei com avidez quase toda a obra dele e levei a sério o "a gente pega, a gente entrega, a gente quer morrer/ ninguém tem nada de bom sem sofrer", de "Formosa", última faixa deste disco. Certamente, é conteúdo completamente inapropriado para um pré-adolescente.

O Disco de Hoje começa com a clássica "Berimbau", exaustivamente re-gravada por um montão de gente. Mas não é aí que eu quero chegar... Quero chamar atenção para o "Soneto da mulher ideal", incrustado em "Samba da Benção", uma das coisas mais canalhas e machistas que já ouvi, mas, mesmo assim, lindo: uma mulher "tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade (...) uma beleza, que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e para ser só perdão".

Neste álbum ainda temos a dilacerante "Samba em Prelúdio", num diálogo do Vinicius com a Odete Lara, se misturando, se completando, se confundindo, se fundindo, numa dor ascendente, aliviada com a conclusão definitiva: "sem você meu amor eu não sou ninguém". Saudades... Dizem que é uma palavra/sentimento exclusivamente brasileiro, sem tradução, mas explicado perfeitamente neste poema.

Veja o Herbie Hancock e Céu aí no tubius ou abaixe já O Disco de Hoje.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dia 53: 1964 - O LP (Os Cobras)

O Disco de Hoje é um jazz de muitíssima qualidade, com o famoso gingado brasileiro. Sob o comando do trombone de Raul de Souza, "Os Cobras" possuem apenas este disco, que apresenta uma gravação exclusivamente instrumental de músicas de diversos autores. 

Muito difícil encontrar informações sobre o grupo, talvez devido à sua curta trajetória, e mais difícil ainda descrever. Mas o disco é virtuosismo do começo ao fim, com todos os instrumentos e ritmos "quebrados", bem característico da bossa jazz que se fazia naquela época.

Eu começaria ouvindo a segunda faixa, "Nanã", de Moacir Santos, que é empolgante, '"digerível" e com um refrão que gruda na cabeça. "Uganda" também é um espetáculo.

Dá uma degustada aí no tube ou adquira imediatamente O Disco de Hoje.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Dia 51: 2012 - O Tempo Soa (quinhO)


O disco de hoje entrou na minha seleta no ano de seu lançamento. Demorei um tempo até começar a gostar do disco. É engraçado, como me dou ao trabalho da insistência, para dar condição aos meus ovidos em perceberem algo que o estranhamento me deixou sem prestar a devida atenção.
O disco não tem nada de extraordinário, mas é gostoso de ouvir.
O Cuidado com a produção e a simplicidade do som fez com que ele entrasse na seleta do dia, para brindar o vento nordeste que chega nervoso e rasgando. Para balancear, escolhi um disco tranquilo e de sonoridade agradável.
Fato que achei curioso é que o disco parece ter sido concebido para prensagem em vinil. Tem nitidamente um Lado A e um Lado B (divididas pela faixa título "O tempo Soa") que inclusive mantém comunicações diferentes.

Baixe o disco aqui: O tempo soa

Abaixo uma dose pílula de QuinhO

terça-feira, 29 de julho de 2014

Dia 46: 1966 - Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil '66 (Sérgio Mendes)


O Disco de Hoje é bossa nova do jeitinho que gringo gosta. Sérgio Mendes tentava emplacar a mistura de bossa nova e pop americano com uma banda só de brasileiros, o que não estava dando certo. Montou a banda Brasil '66 com duas cantoras e baixista americanos, com brasileiros apenas na percursão e bateria (óbvio), que explodiu imediatamente. Este é o primeiro album desta banda. Os arranjos muito bem feitos, com versões diferentes de clássicos da bossa nova, letras em inglês ou em português com sotaque gringo, fórmula infalível.

Começa com uma empolgante versão de "Mas que nada", realmente divertida no sotaque, principalmente para quem está acostumado com esta música no sotaque forçadíssimo do Jorge Ben nos anos iniciais da sua carreira. Do Jobim, "Samba de uma nota só" se transforma em "One Note Samba", misturada com "Spanish Flea" de Herb Alpert e ainda temos uma excelente "Água de Beber", linda demais. Do Vinicius e Baden, "Berimbau". Ainda temos "Day Tripper" dos Beatles, "Going out of my head" e  "The Joker" que são jóias raras.

Dá uma espiadinha aí no tubius, ou tenha em sua biblioteca mais um Disco de Hoje.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dia 42: 1975 (2011) - Dizzy Gillespie no Brasil (Dizzy Gillespie e Trio Mocotó)


O Disco de Hoje foi gravado em apenas 3 dias e ficou engavetado por quase 40 anos. Gravado em 1975, na vinda do gigante trompetista Dizzy Gillespie ao Brasil. Os músicos do Trio Mocotó foram convidados para a grande empreitada de acompanhá-lo. Para os que não conhece, o Trio Mocotó tem uma história de 50 anos de boa música, acompanharam e foram os principais responsáveis pelo lançamento e sucesso de  ninguém menos que Jorge Ben.

Bom, esta jóia ficou empoeirando por décadas, escutei pela primeira vez há pouco mais de um ano. Pauleira do começo ao fim. Vale lembrar que foi gravado em pouquíssimo tempo, sendo a gravação de algumas jam sessions, com muito improviso, mas jeito de disco muito trabalhado e ensaiado, exceto pela empolgação dos gritos dos músicos ao fim das músicas, percebendo que faziam uma jóia irrepetível.

A segunda faixa do álbum, "The Truth", tem um gingado tranquilo, com a guitarra e baixo dominando a melodia, muita percursão e o som inconfundível do trompete do Dizzy. "Dizzy's Shout" se aproxima da bossa nova no começo, mas sofre uma reviravolta nos seus últimos 3 minutos, virando um sambão porrada, quase rock. O disco é fechado com chave de ouro com "Rocking with Mocotó", com jeitão de escola de samba, cuica gritando, bumbão, o suingue dos brasileiros com o virtuosismo dos gringos.

Dá uma degustada aí no youtube ou adquira já o Disco de Hoje!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dia 39: 2003 - Composição (DonaZica)


Dona Zica é o som de hoje, com o disco independente "Composição" traz um som pra frente, que mistura samba com um monte de coisa e mantém ligações às raízes percussivas.


Hora chega a lembrar um Abujamra com suas verborragias cantaroladas e com tom crítico/satírico nas letras (O fio da comunicação, Protesto pessoal, 11.09, etc.)

A percussão forte e bem timbrada fazem a utilização de instrumentos como o xinelofone na faixa O Fio da comunicação (instrumento inventado pelo grupo Uakti - onde batucam canos de pvc com chinelos de borracha) de forma genial. Usam samplers e moduladores de frequencia para dar uma pitada a um som pra frente e dançante, junto com vozes bem trabalhados e sem deixar sobresair as melodias de flautas e saxofones.

Altos discos, Aproveite! dôLôDi Aqui.

O disco pode ser escutado aqui: musurl.com/VQmoY


domingo, 22 de junho de 2014

Dia 33: 2007 - Satolep Sambatown (Vítor Ramil + Marcos Suzano)


Gaúchos e gaúchas de todas as querências, me desculpem, mas eu não sou muito fã do Vítor Ramil. Mas no Disco de Hoje, com a parceria com o grande percussionista Marcos Suzano, eles produziram uma obra prima. Na capa aparece Vitor Ramil + Marcos Suzano, mas eu acho que o operador matemático correto seria um exponencial, ou, no mínimo, multiplicação.

Todas as músicas são do Vítor Ramil, mas o Suzano coloca mais do que percussão na obra, coloca um contra-ponto, a contradição. Já no título temos um indicador desta a contradição: Satolep (Pelotas) Sambatown (Rio de Janeiro). Se apropriando das palavras de outro blogueiro, temos nesta obra o intimista e o expansivo. O frio e o calor. A poesia e o ritmo. A suavidade e a aspereza.

"Que horas não são?" conta com o vocal de Kátia B, linda e suave. Em "O copo e a tempestade" Suzano mostra a que veio, tocando seu instrumento predileto (pandeiro) de uma forma que só ele faz, com a técnica invertida. "12 segundos de oscuridad", com a participação do uruguaio Jorge Drexler, tem poesia muito interessante, e só com esta música fui perceber que não é a luz dos faróis que guia os navios, e sim o tempo que fica apagado, que é o que identifica o farol. "Café da manhã" é uma das minhas favoritas, fazendo poesia com coisas simples e corriqueiras, arranjos suaves, mas parece que vai explodir a qualquer momento.

Ouça uma provinha aí abaixo, ou abaixe o Disco de Hoje.


domingo, 8 de junho de 2014

Dia 27: 1975 - Racional Vol. 1 (Tim Maia)


O Disco de Hoje é funk, soul e lavagem cerebral. Racional Vol. 1 consta como um dos melhores discos nacionais em qualquer lista que se preze. Do começo ao fim, Tim Maia tentará te convencer a ler o livro "Universo em Desencanto" e se converter à "Cultura Racional", tanto que, quando ele se descobriu engodado, tirou o disco de circulação. 

A lavagem cerebral você pode perceber nesta wordcloud que preparei, que representa o tamanho das palavras de acordo com o número de vezes que apareceu nas letras do disco. Obviamente, "livro", "racional", "leia" e "desencanto" são palavras repetidas ao longo de todo o disco.



Bem, deixando de lado as questões "religiosas" ("não é história, não é doutrina, não é ciência, seita ou religião") os dois volumes Racional  apresentam uma sonzera única, contagiante, dançante e inigualável. É, na minha opinião, o apogeu da carreira de Tim Maia.

"Rational Culture" por si só, com seus 12 minutos de funk quebraceira, já vale o Disco de Hoje. Ainda temos "Ela Partiu", "Imunizaço Racional (Que Beleza)" e um monte de coisa boa.

Portanto, "Don't waste your time, read the book" e ouça o album completo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dia 25: 1972 - Quando o Carnaval Chegar (Chico Buarque)


Voltando à santíssima trindade, o Disco de Hoje é do grande filho Chico Buarque. Falar o que deste cara: poeta, cantor, compositor, músico, escritor, diretor de cinema e teatro, grande e lindo homem. Escolhi o disco que é trilha sonora do filme musical de Cacá Diegues: "Quando o Carnaval Chegar", um dos meus preferidos da sua vasta discografia (mais de 40 albuns de estúdio).

Começa com a excelente "Mambembe" em linda versão instrumental, prá cima, dançante. "Baioque", cantada pela Betânia é uma mistura de xote, baião e rock'n'roll, com sua poesia contraditória. "Caçada" descreve uma luta ferrenha, provavelmente na cama. "Quando o carnaval chegar" reflete a mentalidade brasileira, que sofre o ano inteiro, mas se esbalda nos 4 dias do carnaval, uma belezura de música. "Partido Alto", com MPB4 é um sambão clássico e malandro: "Deus me deu mãos de veludo pra fazer carícia,Deus me deu muitas saudades e muita preguiça,Deus me deu pernas compridas e muita malícia, Pra correr atrás de bola e fugir da polícia." E ainda tem "Bom Conselho" e a marchinha irônica "Formosa".

Aí vai o musical completo no tubius. Para abaixar o MP3, podes usar este link.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dia 21: 1971 - Shebaba (Bola Sete)


O Disco de Hoje é espetacular. O negão violonista Bola Sete viveu sua vida praticamente anônimo no Brasil, mas muito valorizado no exterior. De família pobre, estudava violão muitas horas por dia. Nunca vi ninguém tocar violão com a facilidade e virtuosismo dele, dá gosto ver ele tocar. A primeira vez que eu ouvi falar no Bola Sete foi em um documentário do Santana, que apontava como suas principais influências: Wes Montgomery (EUA), Bola Sete (Brasil) e Gabor Szabo (Húngaro).

"Shebaba" se trata de uma releitura de várias músicas "folclóricas" do Brasil. Me parece que o Bola Sete não compôs muitas músicas, mas os arranjos e adaptações que ele fazia têm o peso de uma composição. Para se classificar em um estilo, vejo como jazz-funk. Começa com a música que dá nome ao álbum, "Shebaba" em que que aparecem vozes, usadas como instrumental e o violão frenético do Bola. "Bola Beat" parece um baião. O cara fex mix de duas músicas do "Abbey Road" dos Beatles em "Polythene Pam/She came in Through The Bathroom Window" que é genial. Tem ainda uma maravilhosa versão de "Roda", um pouco funkeada, do Gilberto Gil. "Baccara" é um samba-rock delicioso, com transições inteligentes e mudanças drásticas. 

Aí vai um gostinho do disco no tubius, ou "adquira" o disco aqui.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dia 18: 1974 - Baiano e os Novos Caetanos (Baiano e os Novos Caetanos)


O Disco de Hoje junta forró, samba, rock, humor e lisergia. Escutei há alguns dias em vinil e percebi que tinha que dedicar um Disco de Hoje ao álbum. Concebido pela dupla Chico Anysio e Arnauld Rodrigues acompanhados por músicos de altíssima qualidade, apesar de não ser sério (e talvez até por não ser sério), o disco inteiro é uma sonzera. Foi também uma forma bem humorada de protesto pela prisão e exílio de Caetano Velloso e Gilberto Gil, visível em várias faixas. Os cantores carregam no sotaque baiano, o que torna o disco mais divertido.

Começa com o grande sucesso "Vô Batê pa Tu", um forrozinho gostoso e praticamente monossilábico ("pá manhã a pá não me dizê, que eu não bati pá tu, pá tu podê batê"). "Nêga" começa em ritmo de funk (o verdadeiro funk), se transformando rapidamente em um samba-rock. "Urubu tá com Raiva do Boi" tem uma letra genial: "urubu tá com raiva do boi, mas eu já sei que ele tem razão, é que o urubu tá querendo comer mas o boi não quer morrer, não tem alimentação". Nesta e em "Cidadão da Mata" há um engajamento ambiental muito bacana. Tem ainda um chorinho em "Tributo ao Regional".

De todas, a música que eu mais gosto é a última, "Dendalei", com sua guitarra, flauta, tambores em ritmo frenético e letra profunda: "sou fâ da viração do vento, sou fã do livre pensamento..."

Ouça no iutubiu abaixo e, se gostar abaixe o disco completo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dia 10: 1973 - Jacarandá (Luiz Bonfá)


O Disco de Hoje foi difícil escolher. Em homenagem ao Dia Internacional do Jazz, estou ouvindo  alguns álbuns brasileiros deste estilo desde de manhã. Já passei por Airto Moreira, Os Cobras, uma excelente coletânia chamada Bossa Jazz, Hermeto Pascoal e Eumir Deodato.

Mas daí, re-ouvi o excelente violonista Luiz Bonfá, e "Jacarandá" virou O Disco de Hoje. Para começar, todos os arranjos foram orquestrados pelo genial Eumir Deodato (que certamente aparecerá aqui em um outro dia). Conta com percurssão de Airto Moreira e baixo de ninguém menos que Stanley Clarke.

O disco já começa com a pauleira das congas, percursão e bateria ensandecidas em "Apache", uma sonzera. "Empty Room" tem a força do baixo inconfundível do Clarke, junto com o violão limpo, sonoro e cheio de "groove" do Bonfá, característico de todas as faixas do disco. "Song Thoughts", que seria ótima trilha para uma cena de perseguição em algum filme. A música que dá nome ao disco ("Jacarandá") é uma obra prima, bela e suave. E para terminar o Disco de Hoje, "Sun Flower" também é demais.

Tem que ouvir esta sonzera do começo ao fim, talvez aqui. Dá para degustar "Apache Talk" aí no iutubius.