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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dia 60: Mulheres de Péricles (Várias Artistas)

Aponto no Disco de Hoje minha ignorância musical ao confessar que apenas conhecia Péricles Cavalcanti de nome e nunca tinha associado a música à pessoa. Conhecia diversas músicas dele, principalmente na voz do Arnaldo Antunes ("Eva e Eu" e "Nossa Bagdá") e Caetano ("Negro Amor" e "Elegia"), sempre atribuindo estas canções às vozes que me apresentaram.
Daí, agora, saindo do forno, esta obra de arte musical, poética e visual me é presenteada gratuitamente apresentando outras composições lindíssimas deste cara, cantado e "abençoado pelas novas meninas do Brasil" (CéU, Karina Buhr, Juliana Perdigão, Blubell, Tiê, Anelis e Serena Assumpção e outras lindonas). 
Destaco a excelente versão de "Negro Amor", que por sua vez é uma versão de "It's all over now, Babe Blue" do Dylan, que eu já tinha ouvido com Belchior e com Humberto Gessinger. Mas nunca tão bem como com a Karina Buhr nesta versão. Sou suspeito para destacar a Céu em "Blues" pela paixão que tenho pela mocinha. Gostei um montão de "Clariô", com Marietta Vidal e Mairah Rocha.
Além do mais, o disco é uma trilha para buscar outros trabalhos dessas novas vozes.
Então desfrute o site lindo, cheio de desenhos e baixe o disco oficialmente em http://www.mulheresdepericles.com/.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dia 52: 2010 - Calavera (Guizado)


O Disco de Hoje é do trompetista Guilherme "Guizado" Mendonça, que junta eletrônico, jazz, batuques, manguebeat e rock neste genial trabalho. Alguns percebem claramente uma influência do Miles Davis em Bitches Brew (guardadas as devidas proporções), trompete gritando com eletrônico e rock, mas com a improvisação do jazz. Mas de fato o cara é muito bom. Seu trompete está presente nos últimos trabalhos do Nação Zumbi, Céu, Elza Soares, Maquinado, Curumim, entre outros. Mas nos seus discos solos que ele consegue se soltar e mostrar a que veio. "Calavera" tá bom de mais, bem arranjado, bem acompanhado.

Certamente, você não vai gostar na primeira ouvida. Estranho, desfocado, um tanto barulhento, perturbador. Ouça de novo, com mais carinho, com mais atenção. Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta.

"Girando" tem diversas transições, parece um monte de músicas fundidas, sobre uma letra onírica e bateria frenética. "Vendaval" já é mais suave, gostosa de ouvir, relaxante. "Asfalto Quente" e "Mais Além" já têm mais percursão e um estilo mais próximo dos novos trabalhos do Nação Zumbi. A música que dá nome ao disco, "Calavera" está realmente genial. "Maya" lembra não o Bitches Brew, mas o "Tributo to Jack Johnson".

Um gostinho de "Mais além", uma das minhas preferidas, no tubius ou adquira já O Disco de Hoje.