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terça-feira, 22 de julho de 2014

Dia 42: 1975 (2011) - Dizzy Gillespie no Brasil (Dizzy Gillespie e Trio Mocotó)


O Disco de Hoje foi gravado em apenas 3 dias e ficou engavetado por quase 40 anos. Gravado em 1975, na vinda do gigante trompetista Dizzy Gillespie ao Brasil. Os músicos do Trio Mocotó foram convidados para a grande empreitada de acompanhá-lo. Para os que não conhece, o Trio Mocotó tem uma história de 50 anos de boa música, acompanharam e foram os principais responsáveis pelo lançamento e sucesso de  ninguém menos que Jorge Ben.

Bom, esta jóia ficou empoeirando por décadas, escutei pela primeira vez há pouco mais de um ano. Pauleira do começo ao fim. Vale lembrar que foi gravado em pouquíssimo tempo, sendo a gravação de algumas jam sessions, com muito improviso, mas jeito de disco muito trabalhado e ensaiado, exceto pela empolgação dos gritos dos músicos ao fim das músicas, percebendo que faziam uma jóia irrepetível.

A segunda faixa do álbum, "The Truth", tem um gingado tranquilo, com a guitarra e baixo dominando a melodia, muita percursão e o som inconfundível do trompete do Dizzy. "Dizzy's Shout" se aproxima da bossa nova no começo, mas sofre uma reviravolta nos seus últimos 3 minutos, virando um sambão porrada, quase rock. O disco é fechado com chave de ouro com "Rocking with Mocotó", com jeitão de escola de samba, cuica gritando, bumbão, o suingue dos brasileiros com o virtuosismo dos gringos.

Dá uma degustada aí no youtube ou adquira já o Disco de Hoje!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Dia 30: 1975 - Casa de Rock (Casa das Máquinas)


Esse é o terceiro disco da grande banda Casa das Máquinas.
Ganhei esse disco no Sebo que trabalhei ainda com 13 anos. Lembro que fiquei espantado quando eu vi um disco lisinho, de tanto ter sido escutado. De tanto que a agulha raspou as faixas, foi ficando liso.
É legal imaginar as histórias por detrás de um disco... das tantas pessoas e vezes que ele foi tocado.
Tenho ele guardado pra olhar e um outro para poder escutar!
A guitarra começa quebrando tudo... com Casa de Rock.
Como os clássicos discos de rock setentista, as baladas faziam parte da obra. Esse disco não foge da receita, e com "Certo sim seu errado", "Mania de ser" e outras de pegadinha mais leve permeiam os rocks progressivos de "Dr. medo", "Stress", etc.

Vale ressaltar que a banda está renovada e vem quebrando tudo em shows, empolgando sempre o público.
Vale um conferes na página dos caras Aqui

Casa de Rock é meu disco de hoje. Daqueles dias em que se quer dizer mais coisas, que só o rock pode dizer...

Aproveitem!
"Me disseram que devagar eu chego láááá!!"

Curte no "tubius" como o diz o GanTi, ou baixa aí!


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dia 28: Fruto Proibido (Rita Lee e Tutti Frutti)


O Disco de Hoje é um clássico rock'n'roll nacional. Quebradeira, guitarras gritando, bateria limpa e frenética, baixo forte e marcante, voz e letras de Rita Lee em sua melhor fase, depois da saída dos Mutantes. Mais um das listas de melhor disco nacional. 

Comprei o vinil em um sebo, e, infelizmente, tem um suspeito buraco de queimado bem no meio da excelente "Agora só falta você", em sua primeira versão. Tem um belo blues em "Cartão Postal" e a divertida e empolgante "Esse tal de Roque Enrow", com suas diversas quebras de ritmo. Clássicas como "Ovelha Negra" e "Luz del Fuego" também apareceram neste disco pela primeira vez. A minha preferida deste disco é "O Toque", que tem trechos de flauta a la Jethro Tull.

Ouça no tubius ou adquira o album.


domingo, 8 de junho de 2014

Dia 27: 1975 - Racional Vol. 1 (Tim Maia)


O Disco de Hoje é funk, soul e lavagem cerebral. Racional Vol. 1 consta como um dos melhores discos nacionais em qualquer lista que se preze. Do começo ao fim, Tim Maia tentará te convencer a ler o livro "Universo em Desencanto" e se converter à "Cultura Racional", tanto que, quando ele se descobriu engodado, tirou o disco de circulação. 

A lavagem cerebral você pode perceber nesta wordcloud que preparei, que representa o tamanho das palavras de acordo com o número de vezes que apareceu nas letras do disco. Obviamente, "livro", "racional", "leia" e "desencanto" são palavras repetidas ao longo de todo o disco.



Bem, deixando de lado as questões "religiosas" ("não é história, não é doutrina, não é ciência, seita ou religião") os dois volumes Racional  apresentam uma sonzera única, contagiante, dançante e inigualável. É, na minha opinião, o apogeu da carreira de Tim Maia.

"Rational Culture" por si só, com seus 12 minutos de funk quebraceira, já vale o Disco de Hoje. Ainda temos "Ela Partiu", "Imunizaço Racional (Que Beleza)" e um monte de coisa boa.

Portanto, "Don't waste your time, read the book" e ouça o album completo.