Uma seleção cuidadosa dentro da aleatoriedade cuidadosamente direcionada dos discos que eu ouço. E sinto.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
Dia 47: 1983 - Nas Manhãs do Sul do Mundo (Expresso Rural)
Ontem após uma deliciosa conversa sobre Santa Catarina, veio à mente o saudoso disco do Expreso Rural (Nas manhãs do sul do mundo), que foi o primeiro disco da banda.
Banda de Florianópolis, que surgiu fazendo um rock rural, certamente com influência dos mineiros e do movimento rock rural de O Terço e do movimento proporcionado por Sá e Guarabira já na década de 70.
Esse disco apresenta um rock fácil de escutar, mas com muita melodia no trio de vocais.
Uma história curiosa é que mesmo em 83, a censura ainda pegava forte, e no disco de vinil, ele foi obrigado a ser vendido lacrado, por conta da música "flodoardo", que fala de um sapinho maconheiro. Como o disco havia sido gravado de forma analógica em 16 canais, algumas partes da música foram alteradas eletronicamente.
O disco tem uma história bem bonita, com a inclusão de uma música instrumental intitulada "Revoada" que para mim é muito marcante. O disco começa agitado e vai se acalmando para culminar na faixa título do disco, que virou um grande sucesso dos anos oitenta, principalmente pra moçada de Santa Catarina.
Se você ainda não conhece Expresso Rural, tenha o prazer de descobrir algo "novo", pois foi até relançado em 2007 com edição remasterizada desse disco de 1983.
Adquira ele aqui!
Abaixo tem um pequeno clip da música cesnurada (que está inclusa em versão original no link disponível)
terça-feira, 22 de abril de 2014
Dia 2: 1972 - Free (Airto Moreira)
Fazia bastante tempo que eu não escutava o Airto Moreira. Hoje eu coloquei no meu player no randômico e eis que a primeira música que toca é a "Return to forever", deste disco. Não tive opção, tive que tirar do randômico para ouvir o disco todo e fazer com este fosse O Disco de Hoje.
O Airto é um monstro e já tocou com muitos dos grandes gênios da música: Miles Davis ("Bitches Brew" e "Ilha de Wight") , Santana ("Borboleta"), Chick Corea e Stanley Clarke ("Return do Forever"), Hermeto Pascoal (no seu primeiro disco, o "Quarteto Novo"), entre outros.
O percursionista é marido da Flora Purim, uma das grandes vozes do jazz. Se mudaram para os EUA em 1960 e o fato é que ninguém conhece o Airto e a Flora no Brasil, apesar de agora terem estragado uma de suas músicas para a usarem na Copa do Mundo.
Este disco é especial, começando pelos participantes: Flora (vocal) , Chick Corea (piano), Joe Farrel (sax), Keith Jarret (piano), Stanley Clarke (baixo), entre outros cabeções da música.
Este disco é especial, começando pelos participantes: Flora (vocal) , Chick Corea (piano), Joe Farrel (sax), Keith Jarret (piano), Stanley Clarke (baixo), entre outros cabeções da música.
A primeira música é uma pequena amostra (10 minutos de música) da épica "Return to Forever", que vale a pena escutar posteriormente na sua versão original e no contexto do disco "Return to Forever" do grupo homônimo, também de 1972. Depois temos "Flora Song", bem calminha, com berimbaus, muita percursão, flautas, sax... A música que da nome ao disco "Free" é bem difícil de gostar, tem que ouvir várias vezes, acostumar os ouvidos... É só percursão, um baixo de leve, e a boca do Airto, que é um instrumento de percursão único. As últimas três músicas do album do tipo jazz alegrinho, sempre com uma levada bem brasileira e cheia de percursão.
Provavelmente este não é o melhor disco para ser apresentado ao Airto, existem outros mais cativantes.
Mas é este O Disco de Hoje.
Provavelmente este não é o melhor disco para ser apresentado ao Airto, existem outros mais cativantes.
Mas é este O Disco de Hoje.
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