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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Dia 83: 2003 - Fuloresta do Samba (Siba)

O disco de hoje começa com os sons marcantes das cirandas e dos maracatus de baque solto.
Siba é um multi instrumentista, mais conhecido pela rabeca que toca e por seus baques vocais afiados, desde a banda Mestre Ambrósio (que já desfilou por aqui no "O disco de hoje" também).

O som desse disco vem dos registros da zona da mata pernanmbucana e traz à tona a simplicidade complexa nos instrumentos. O maracatu rural geralmente é feito com um conjunto de metais (clarinete, saxofone, trombone, corneta ou pistom), e a percussão que é formada normalmente por uma única caixa ou tarol, surdo, ganzá, chocalhos e a porca (uma cuíca com som grave).

Na primeira música siba apresenta a Fuloresta, instroduzindo os desvisados ao seu universo.

O baile segue e fica animado já na terceira música Caluanda, apresentando essa linda ciranda, que dá vontade de sair bailando junto.
Acelerando a coisa, os maracatus rurais acelerados das músicas Trinceiras da Fuloresta e de Poeta Sambador, deixam o ouvinte pensativo e com vontade de sambar os maracatus rurais também!

Vale à pena escutar os discos do Siba, que em breve devo trazê-los aqui novamente. Genial!

Todas as obras do Siba estão disponíveis para download no site dele (pega aí).
Ou escuta aí na "SomNuvem"

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dia 72: Trilha Sonora do Filme Amarelo Manga (Jorge Du Peixe e Lúcio Maia)


O Disco de Hoje continua viajando pelo Recife, agora com som e imagens. Tenho que dar um jeito de ir em pessoa, corpo e alma. Não vou falar aqui do filme Amarelo Manga, que eu tenho que re-assistir. Vamos direto para a trilha sonora. Composta por Jorge Du Peixe e Lúcio Maia (Nação Zumbi), é um disco para se ouvir do começo ao fim, com suas vinhetas, intervenções e/ou falas do filme.

Até as músicas que existem em outros disco da Nação ficam mais interessantes dentro do contexto deste álbum. Por exemplo, "Tempo Amarelo" depois de uma fala bela e suja ganha um gostinho especial. "Amarelo das doenças, das remelas dos olhos dos meninos, das feridas purulentas, dos escarros, das verminoses, das hepatites, das diarréias, dos dentes apodrecidos..."

Gosto especialmente dos sons de "Gafieira no avenida", com um contrabaixo marcante e divertido, e da música de entrada, "Defunkt", funk instrumental cheio de quebras... Especial.

Escute "Gafieira na Avenida", veja o trailer, assista o filme e adquira O Disco de Hoje.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dia 39: 2003 - Composição (DonaZica)


Dona Zica é o som de hoje, com o disco independente "Composição" traz um som pra frente, que mistura samba com um monte de coisa e mantém ligações às raízes percussivas.


Hora chega a lembrar um Abujamra com suas verborragias cantaroladas e com tom crítico/satírico nas letras (O fio da comunicação, Protesto pessoal, 11.09, etc.)

A percussão forte e bem timbrada fazem a utilização de instrumentos como o xinelofone na faixa O Fio da comunicação (instrumento inventado pelo grupo Uakti - onde batucam canos de pvc com chinelos de borracha) de forma genial. Usam samplers e moduladores de frequencia para dar uma pitada a um som pra frente e dançante, junto com vozes bem trabalhados e sem deixar sobresair as melodias de flautas e saxofones.

Altos discos, Aproveite! dôLôDi Aqui.

O disco pode ser escutado aqui: musurl.com/VQmoY


terça-feira, 6 de maio de 2014

Dia 14: 2003 - Sem Gravidade (Otto)



O Disco de Hoje também é fruto do mangue beat. Otto é Pernambucano e viveu em Recife quando Chico Science ainda era vivo fazia parte dos primeiros discos do Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A, como percursionista. Se lançou na carreira solo por volta de 1997, misturando ritmos regionais, nacionais, muita percursão e, atualmente, música eletrônica.

Adoro os discos do cara e o seu show é de pular do começo ao fim. O Disco de Hoje tem algumas músicas que o alavancaram para o sucesso, como "Lavanda" e a excelente "Tento Entender", que tem uma bateria marcante e quebrada, com um riff de guitarra repetitivo e envolvente. "Prá Ser Só Minha Mulher" é o que há de mais brega possível, assim como "História de Fogo", de doer o coração, tanto letra quanto música. Tipo de música de um artista que não tem medo dos rótulos e não se prende a um estilo. Ainda tem "Amarelo Manga", de abertura do fortíssimo filme homônimo.

"Imaginar a vida" tem uma metáfora e poesias lindas e apaixonantes, uma das minhas músicas preferidas do Otto. O disco é bem variável, com músicas de diversos estilos.

Podes ouvir uma das músicas ali embaixo, ou abaixar o disco todo, que vale a pena.